conquistas da diretoria, sob seu comando os artigos ganharam espaço, com destaque para novas técnicas e procedimentos. Angioplastia carotídea, correção de aneurisma de aorta abdominal, embolização de artérias prostáticas e quimioembolização de tumores hepáticos foram alguns dos assuntos abordados. Essa mudança pode ter sido o embrião de um sonho atual: a criação de uma revista científica brasileira especializada em RI. “Até lá, vamos tratar de ampliar nossa participação na Radiologia Brasileira, que é a publicação científica oficial do CBR, editada desde 1958. Já temos também um número maior de revisores intervencionistas brasileiros, um editor associado da revista Cardiovascular and Interventional Radiology (CVIR) — Joaquim Motta Leal Filho, presidente da Sobrice entre 2021 e 2022, e estamos aumentando nossas contribuições em publicações nas revistas científicas de sociedades internacionais”, diz Nasser. Ainda sobre o crescimento científico da Sobrice, Nasser comemora efusivamente a publicação em 2021 do 3º volume da “Coleção Radiologia Intervencionista”, intitulado Cirurgia endovascular, no qual é um dos editores. O volume 1, Intervenção visceral e pediátrica, foi lançado em 2019, e o volume 2, Intervenção percutânea, em 2020. Lembra-se que a ideia de a Sobrice ter um livro que servisse de referência para a prova de título da especialidade nasceu em sua gestão e que a “missão” foi dada ao Joaquim Motta Leal Filho, na época, vogal de sua diretoria. Ganhador do prêmio Renan Uflacker de 2021, Felipe Nasser é um entusiasta da RI, na qual enxerga um enorme potencial de desenvolvimento. Em artigo publicado na Revista Ciências em Saúde, publicação eletrônica da FMIT, ele e os professores Rodolfo Souza Cardoso e Seleno Glauber de Jesus Silva discorrem sobre “Passado, presente e futuro da RI”. E fecham assim o texto: Em pleno século XXI, o que observamos acerca das técnicas intervencionistas é a quebra de barreiras, a qual se tornou corriqueira. É possível que, em poucos anos, as condições que não puderem ser tratadas através da terapia gênica ou de células-tronco serão tratadas principalmente por métodos pouco invasivos. Provavelmente a intervenção não irá extinguir a cirurgia convencional, mas temos certeza de que será uma das mais importantes ferramentas terapêuticas da medicina moderna. 90
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