4.5 RICARDO AUGUSTO DE PAULA PINTO (2015-2016) AUTONOMIA FINANCEIRA, AFINAL A diretoria responsável pelo biênio 2015-2016 assumiu com o título de “a mais jovem da história da Sobrice” no Boletim CBR de janeiro de 2015. O texto de duas páginas, assinado coletivamente pelos nove diretores — e essa é uma novidade em relação às gestões anteriores, nas quais as publicações oficiais da Sobrice eram assinadas pelo presidente —, traz outra mudança significativa. Pela primeira vez, a nova diretoria explicita seus planos e prioridades em um boletim que envolve todas as especialidades sob o guarda-chuva do CBR. Um compromisso que vai além das fronteiras da RI, na medida em que enfatiza a liderança da Sobrice perante outras entidades profissionais. Na verdade, essa alteração no posicionamento oficial explica melhor a mudança em curso do que propriamente a idade dos diretores. Aquela diretoria fecharia o ciclo de consolidação da Sobrice, abrindo as portas para o ciclo de maturação, expansão e renovação, tema do próximo capítulo. A formação da chapa traz uma mescla interessante. Ricardo Pinto, então com 43 anos, já era veterano na Sobrice. Daniel Abud, o vice, e Joaquim Maurício da Motta Leal Filho, o secretário, que seriam em breve presidentes da sociedade, só haviam sido vogais, anteriormente — um cargo que, aliás, seria extinto em 2017, para distribuir melhor as responsabilidades entre os diretores. Entre os cinco vogais, havia dois que ocuparam a mesma posição anteriormente e três estreantes. O tesoureiro Silvio Cavazzola, com 48 anos, era o mais antigo e único veterano “de raiz”, como ele próprio gosta de se definir, que participara da fundação da Sobrice em 1997. E teve sua escolha milimetricamente decidida: ele fora, anteriormente, tesoureiro do CBR. Conhecia, portanto, todos os meandros financeiros da “nave mãe” da Sobrice. Essa é a grande indicação da prioridade absoluta que Ricardo Pinto deu à conclusão do processo de profissionalização da Sobrice. A instituição já dera passos fundamentais rumo a se tornar autônoma, administrativa e financeiramente, do CBR. Esse processo longo e complicado, tanto política quanto burocraticamente, já havia avançado bastante. O grande nó, como já vimos, era a obtenção de um novo CNPJ para a sociedade. E isso dependia da solução de problemas como a recuperação de todas as atas de reuniões da Sobrice, desde a sua fundação. Uma verdadeira gincana: envolveu até viagens interestaduais de ex-presidentes, como Carlos Abath, que voou de Recife a São Paulo para assinar e reconhecer firma de atas referentes à sua gestão. O que soa folclórico hoje era vital para a existência de uma sociedade dona de fato de suas ações. Ainda que as relações com o CBR fos91
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