diologia Intervencionista; ele só sabe de uma parte da especialidade e a considera pequena. Os estudantes de medicina não nos conhecem. A Radiologia Intervencionista surgiu do diagnóstico e ocupa um pequeno espaço em outras especialidades. Aldemir Soares vê esse lado também, apontando ainda outro: “Se o cirurgião mandar seu paciente para o radiologista intervencionista, ele pode ficar sem paciente. Isso atrasa o processo de nos tornarmos mais conhecidos e de conseguirmos mais profissionais para a Sobrice”, disse. No entanto, como diz Gustavo Andrade, é um processo. E, aparentemente, aos poucos essa questão vai sendo resolvida, tendo na qualificação um importante estímulo. Tem sido percebido o aumento de produção científica da Radiologia Intervencionista brasileira. No Boletim CBR de setembro de 2021, Gustavo Andrade e Thiago Franchi Nunes assinam um artigo com o seguinte título: “Aumento da produção científica da radiologia intervencionista brasileira: fugaz ou sustentável?”. Os médicos fazem uma analogia e dizem que a especialidade já conseguiu passar pela adolescência, um período bem conturbado da vida humana: Misturaram-se sinais de infantilidade e maturidade, ganhando adeptos de diferentes especialidades e mostrando engenhosas soluções para casos complexos. O alicerce educacional, com adequado treinamento e preparo profissional, leva à sólida e consistente perpetuação da especialidade. Cursos e treinamentos intensivos, inicialmente, são atrativos e ocupam espaço, mas logo serão revelados inadequados e passageiros. Uma sociedade que luta pela qualidade e profissionalismo deve, inexoravelmente, defender a adequada formação. 3.3 CARLOS GUSTAVO COUTINHO ABATH (2003-2005) “RECONHECIMENTO DA EXCELÊNCIA DAS ESPECIALIDADES INTERVENCIONISTAS BRASILEIRAS.” Em agosto de 2003, Carlos Abath, eleito presidente da Sobrice para o biênio 2003-2005, assinou um editorial em tom dramático no jornal da entidade. Para definir o assédio de profissionais que, depois de muito desdenhar, descobriram o potencial da RI, recorreu a uma imagem que marcou o século XX brasileiro: a corrida de garimpeiros de 59
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