25 Anos - A Consolidação da Radiologia Intervencionista no Brasil

especialidade, que ele se dedica exclusivamente a ela etc. Assim, oficialmente, a primeira prova para o título de especialista foi realizada em 2003, mas em 2002 já tínhamos o nome de 29 profissionais dignos do notório saber. Eles seriam aqueles que fariam a primeira prova. Foi em 2003, portanto, que a especialidade foi reconhecida pelo CFM. Depois disso, ao longo do tempo, houve a certificação de um regime especial, uma prova diferenciada, que já não existe mais. Hoje, temos uma prova por ano. Dentre os 29 profissionais titulados por notório saber em 2002 estão os nomes de sete presidentes da Sobrice, a saber: Alexander Corvello, Carlos Abath, Crescêncio Centola, Francisco Carnevale, Nestor Kisilevsky, Ronie Piske e Valéria Cardoso. O processo de criação da prova de titulação trouxe algum debate entre os especialistas, mas a discussão mais forte aconteceu depois, pois outras especialidades queriam o título, mas não queriam fazer prova para RI. O radiologista intervencionista e atual vice-presidente da Sobrice, Gustavo Andrade, que recebeu o Título de Especialista em Diagnóstico por Imagem com Atuação Exclusiva em Angiorradiologia e Radiologia Intervencionista em 2004, participou ativamente desse tempo e puxa o fio da memória para atualizar a reflexão para os dias atuais. Para ele, a grande questão é que a RI é uma área muito misturada: “Há especialidades diversas: cirurgião vascular, cirurgião geral, radiologista e até neurocirurgião fazendo intervenção. Não se consegue entender, pelo nome, o que é a Radiologia Intervencionista”, comenta. Quem exerce e estuda, sabe: a RI é todo procedimento médico feito de forma percutânea, ou seja, de modo diferente da cirurgia aberta. Ela pode ser dividida em três subáreas, que Andrade prefere chamar de “três braços”. A primeira é a percutânea, a segunda é a endovascular e a terceiro é a neurorradiologia intervencionista. “A Radiologia Intervencionista é uma espécie de nave mãe. Vou dar outro exemplo: é como se ela fosse o estado, e esses três braços fossem os municípios”, explica Andrade. Para tirar o Título de Especialista em Diagnóstico por Imagem com Atuação Exclusiva em Angiorradiologia e Radiologia Intervencionista, é necessário estudar mais dois anos além do tempo dedicado à formação na especialidade de base (três anos é o tempo da residência médica em radiologia). Já o cirurgião vascular que deseja utilizar técnicas minimamente invasivas para tratar seus pacientes necessita estudar apenas mais um ano para tornar-se um cirurgião endovascular. Mas, por que se tomou a decisão de encurtar o prazo de qualificação para os cirurgiões vasculares? A demanda surgiu da própria especialidade, lembra-se Andrade. Em 2003, a Sociedade Brasileira de Angiologia e 57

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