25 Anos - A Consolidação da Radiologia Intervencionista no Brasil

Mas, naquela época — estamos falando do período de 2001 a 2003 —, já estava claro que os radiologistas intervencionistas têm peculiaridades distintas. Pedro Lylyk, neurocirurgião argentino e diretor da clínica La Sagrada Familia, em Buenos Aires, esteve no IV Encontro Anual da Sobrice, que ocorreu de 3 a 6 de novembro de 2001 no Centro de Convenções do Rio Othon Palace, no Rio de Janeiro. Ele distinguiu assim a especialidade: “Temos diferentes definições, mas somos especiais porque o que nos une é a imagem. Melhorou tanto a possibilidade de mostrar um órgão que agora podemos chegar a ele sem precisar abri-lo como antes.” Apesar de a experiência ter mostrado que a parceria com os cirurgiões não foi fácil, a ideia de agregar e unir foi mais forte e prevaleceu. Já funcionando como um departamento do CBR, a Sobrice acompanhou de perto o convênio entre o Colégio e a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), celebrado no mês de outubro de 2001. O acordo entre as duas instituições previa a colaboração científica e a constituição de uma comissão mista, a fim de avaliar e elaborar o exame de suficiência para concessão do Certificado de Atuação na Área de Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular. Radiologistas, neurologistas e neurocirurgiões — que já exerciam diariamente a RI — foram também bem-vindos na tarefa de regulamentar, incentivar e orientar a formação de novos especialistas. “Dessa forma, vamos preservar os bons resultados das técnicas, garantindo o prestígio crescente da especialidade”, escreveria Carlos Abath no editorial do Jornal da Sobrice, de abril de 2003, logo depois de assumir a presidência da sociedade. O jornal da entidade foi valorizado como uma forma de criar um sentimento maior de participação e congregar mais os especialistas. Essa era uma ferramenta essencial, para ampliar, junto ao público em geral, o conhecimento sobre a especialidade. E ganhar mais adeptos, é claro. Vários nomes de peso da RI eram convidados para dar entrevistas e escrever artigos para o jornal. Renan Uflacker, em entrevista para a edição de abril de 2003, fez um alerta: era preciso treinar um maior número de radiologistas intervencionistas no Brasil. Para ele, a questão maior, que ainda significava um entrave ao crescimento da especialiBoas-vindas para o curso “Adventures in Interventional Radiology — an Amazon Odyssey (AIR 2002)”, Amazonas, 2002. 52

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