25 Anos - A Consolidação da Radiologia Intervencionista no Brasil

corpo humano. “Era como ser navegador no século XV”, compara Rosa Paolini, que até 1986 foi a única mulher a participar do Clube. Todos os dias eles saíam dispostos a descobrir algo novo, embora, paradoxalmente, nos primeiros tempos do Clube a maioria das novidades não estivesse acessível no cotidiano profissional brasileiro, no qual a radiologia diagnóstica e a angiografia reinavam ainda em filmes grandes e pesados. Era esse o material compartilhado nos encontros do Clube, levado Brasil afora em malas pesadíssimas, a maioria ainda sem rodinhas. Nada que atrapalhasse os planos desses profissionais, que em sua maioria eram jovens, alguns ainda residentes. Poucos dos primeiros participantes do Clube tinham mais de 35 anos. Com o mesmo ímpeto, eles desbravavam as fronteiras da radiologia e viajavam por vários estados. As reuniões eram itinerantes e não tinham periodicidade fixa. Nas quase duas décadas em que se manteve ativo, o Clube realizou pelo menos uma reunião anual, porém em alguns anos chegaram a acontecer quatro encontros. Clube dos AngiograĊstas, Centro de Convenções de Pernambuco, 1981. Renan UČacker apresentando casos com radiograĊas (sobre a mesa) no negatoscópio. Milton Nóbrega (perto de Renan), Sérgio Santos Lima (camisa azul e braços cruzados), Glerystane Holanda (canto esquerdo). 16

RkJQdWJsaXNoZXIy NTI2MjY=