cientes oncológicos, por exemplo, temos procedimentos que podem oferecer uma sobrevida melhor, uma qualidade de vida melhor, com uma intervenção menos invasiva do que uma cirurgia. Esse é o foco principal”, lembra Silvio Cavazzola, radiologista intervencionista e ex-diretor da Sobrice. Uma conclusão que se pode tirar dessa história de sucesso é que a especialidade de RI precisa ser mais conhecida. A outra conclusão é que, para crescer, é preciso agregar outros profissionais. Quem sabe até, como sugere Valéria Souza, que se exija que o estudante de RI tenha uma especialidade também em clínica cirúrgica. O debate, que segue aberto, está na raiz da criação da Sobrice, em 1997. 1.3. CLUBE DOS ANGIOGRAFISTAS PIONEIRISMO, JUVENTUDE, TECNOLOGIA E AMIZADE A história da RI, no Brasil, ganhou um capítulo original e instigante em meados dos anos 1970, quando começaram a retornar ao país alguns profissionais que fizeram especialização no exterior. Um deles era Sérgio Santos Lima, que trouxe dos Estados Unidos a ideia de um espaço para estudo e troca de experiências entre os angiografistas brasileiros. Assim como no modelo americano, esse espaço foi denominado clube. A proposta era de um lugar informal, livre da rigidez da academia, dos sindicatos e das demais associações profissionais, e longe da política. Ninguém queria regulamento, direção, chefe, nem presidente. O conceito principal estava no nome “clube”, que, por definição, é um polo de reunião de pessoas com interesses comuns, sejam eles profissionais, esportivos ou recreativos. No caso do Clube dos Angiografistas, o futuro mostraria ser possível reunir quase tudo isso, além de criar fortes laços de amizade. Entre os que aderiram a essa proposta estavam, além do próprio Sérgio Santos Lima, outros que tiveram participação relevante no desenvolvimento da RI no Brasil: de São Paulo, Ronie Piske, Eduardo Noda Kihara e Rosa Paolini; de Blumenau, Ênio Cesar Pereira; de Porto Alegre, Renan Uflacker, Luiz Maria Yordi, Carlos Feldman, Carlos Horácio Genro e Flávio Aesse; de Curitiba, Dante Romano e Sérgio Mazer; de Brasília, Marcos Vinicius Ramos; do Rio de Janeiro, Márcio Sampaio e Luiz Alberto Moreira de Souza; e, de Recife, Milton Nóbrega. Esse grupo tinha em comum o entusiasmo pelos avanços vertiginosos em técnicas e instrumentos que tornavam possível viajar pelo 15
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