da RI do Brasil. Há também quem dedique um lugar no pódio de pioneiros a Sérgio Santos Lima, outro inovador, Ênio Cesar Pereira e Luiz Maria Yordi. Não foram poucos, portanto, os arautos da novidade, que encontrou, aqui no Brasil, um campo fértil para se alastrar. O que mais estimulava era a qualidade de vida que os médicos conseguiam dar aos pacientes. Outro fator que animava era poder examinar o corpo humano, por dentro, sem ter que fazer uma incisão. Cateteres, balões, molas, partículas de esponjas e stents passaram a ser as ferramentas que possibilitavam as intervenções. E, mesmo quando não precisavam improvisar as ferramentas, ainda assim alguns médicos faziam algumas modificações manuais para melhorar ainda mais o equipamento, que já era bom. “Quando o Sérgio [Santos Lima] voltou dos Estados Unidos, começamos a trabalhar com o cateter BD. A dificuldade é que ele não vinha pré-moldado; isso tinha que ser feito por nós, usando a chama de uma vela, com água quente e água gelada, para manter a forma dele. O material era polietileno, e o cateter vinha num rolo, peça única”, conta Ênio Pereira. E, assim, de jeitinho em jeitinho, a turma ia se abrindo para o novo mundo, que parecia cada vez mais “atraente, instigante, encantador”, nas palavras de Rosa Paolini, e oferecia uma gama variada de soluções para cada tipo de mal. “Se o paciente tinha um problema de pressão arterial elevada, causada por um problema renal, era só dilatar um vaso e estava resolvido. Se ele tinha insuficiência hepática ou varizes 11 Rolo de cateter de polietileno, furadores (hole punch), manopla dos furadores, adaptadores luerlock de plástico e de metal, ferramenta para moldar a ponta do cateter, torneiras de metal de duas vias e modelador de ponta de cateter. Foto de arquivo de Henrique Salas Martin.
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