que, sim, podemos dizer que a RI está adiantada, tanto quanto na Europa ou nos Estados Unidos. Por outro lado, há outras regiões em que ela ainda não se desenvolveu.” Considerando que a grande maioria dos brasileiros só recebe atendimento médico pelo SUS — 71,5%, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019 —, a inserção da especialidade de RI no sistema de saúde pode ajudar a resolver essa questão, ao menos em parte. Isso tem sido um desafio para todas as diretorias da Sobrice. Não foi diferente na gestão de Daniel Abud, quando esse aspecto ganhou ainda mais destaque. O diretor de defesa profissional da sociedade, Raphael Braz Levigard, tomou a iniciativa de rediscutir as tabelas do SUS e fazer projetos para apresentar à ANS, que é o órgão regulador responsável pela aprovação dos procedimentos a serem incorporados ao sistema. Segundo Abud: Se um procedimento não existe na ANS, não existe no sistema de saúde do Brasil, e isso torna o sistema de inclusão bastante demorado. Na minha gestão, conseguimos trabalhar para incluir a ablação por radiofrequência no rol da ANS. Trata-se de um tratamento para tumores e neoplasias — uma agulha é posicionada no interior do tumor para destruí-lo por calor. Esse procedimento, muitas vezes, substitui outros tratamentos mais agressivos. Em alguns casos, existe a impressão de que a intervenção é mais onerosa ao sistema em um primeiro momento, por causa da utilização de equipamentos de alta tecnologia. Mas é só questão de matemática. O que se economiza com um paciente compensa largamente o custo inicial, pois ele é cuidado com mais rapidez, menos tempo de internação ou alta precoce, menos utilização de recursos, como sangue e medicações, e volta a suas atividades laborais mais rápido. No Brasil, esses custos nem sempre são calculados levando todas essas variáveis em conta. Outra importante ação realizada na gestão de Daniel Abud foi a organização da vida financeira da Sobrice, sem a qual não seria possível planejar ações de curto, médio e longo prazos. A aquisição do CNPJ em 2016 foi o primeiro passo, porém a sociedade não tinha autonomia sobre suas contas. Aliás, a conta-corrente da Sobrice era, na verdade, do CBR, que também realizava o balanço financeiro. Após a reconquista do CNPJ, a Sobrice tomou ciência de débitos de impostos atrasados. Coube ao tesoureiro da gestão, Joaquim M. da Motta Leal Filho, a missão de regularizar o CNPJ em definitivo, por meio de levantamento e pagamento dos impostos devidos. Coube a ele também auditar as contas, verificar entradas e saídas da sociedade, a fim de ter seu próprio balanço financeiro e poder planejar as ações futuras. Daniel Abud 101
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