entregou a Marcos Menezes uma sociedade com todos os seus compromissos financeiros e fiscais pagos, em dia, além de um balanço financeiro superavitário. Como foi dito, nos últimos quatro anos a sociedade entrou em um tempo de maturação. E se expandiu, criou caminhos novos. Com a criação de um currículo unificado, os profissionais recém-egressos do treinamento em RI passaram a ter uma formação mais completa e homogênea. Até aqui, na maioria dos centros, os profissionais eram treinados como intervencionistas endovasculares ou percutâneos. Hoje, não existe mais essa separação, e o profissional é formado com capacidade para acessar o corpo, seja por onde for. A mudança fez parte de uma reorganização da estrutura da RI, e, segundo Daniel Abud, o currículo está agora como sempre deveria ter estado, destinado a formar profissionais completos dentro da proposta da especialidade. Artigo assinado pelo diretor de eventos da Sobrice, Denis Szejnfeld, e publicado no Boletim CBR do mês de setembro de 2017, ressalta a nova era da medicina, que vinha sendo percebida há duas décadas. Novas fronteiras tecnológicas possibilitam que os intervencionistas garantam seu assento nas reuniões multidisciplinares de diversos setores, como urologia, gastroclínica, gastrocirurgia, nefrologia, vascular, transplante hepático e, evidentemente, oncologia. Expandindo suas fronteiras e fortalecendo-se politicamente, em 2017 a Sobrice conseguiu um assento como membro efetivo externo na Câmara Técnica de Diagnóstico por Imagem do CFM, graças ao trabalho eficiente de Aldemir Humberto Soares e Joaquim Maurício da Motta Leal Filho. E, já quase no final de sua gestão, em setembro de 2018, tivemos o segundo encontro “Cirse meets Sobrice”, novamente em Lisboa, Portugal. Pela segunda vez, a RI brasileira foi representada em peso na Cirse, com trabalhos apresentados por Joaquim M. da Motta Leal Filho (“What have we learned in 10 years of prostate artery embolisation”); Rafael Noronha Cavalcante (“Does vascular lake phenomenon indicate improved tumor response in DEB-TACE for HCC?”); e Marcos Menezes (“10 year-experience with renal cancer thermoablation: lessons from the past and future perspectives”). Daniel Abud foi moderador do encontro, juntamente com o inglês Robert Morgan, presidente da Cirse. A Sobrice começava, assim, a pavimentar os caminhos que viriam. 102
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