25 Anos - A Consolidação da Radiologia Intervencionista no Brasil

te. Hoje, não tem como fazer isso. Hoje, você seleciona quem vai aos jantares depois das reuniões. Antes, ia todo mundo.” Ela lembra que, quando foi fazer especialização na Med Imagem, com Renan Uflacker, a memória do equipamento era de 428 imagens. “Hoje, isso não é memória, é uma vaga lembrança”, brinca. Naqueles tempos pioneiros, não era raro o especialista ter que interromper um procedimento para documentar, fazer um filme e depois apagar, para liberar memória. Hoje, essa questão deixou de existir. Os equipamentos permitem ver muito mais e melhor, em tempo real, cada passo da intervenção. Quando se olha o número de atendimentos, o avanço também é espantoso. Quando começou a trabalhar, Valéria fazia três ou quatro procedimentos por mês. Hoje, ela atende de 40 a 50 casos. “Mas, para multiplicar por dez, o que precisa? As pessoas saberem que existe a especialidade, que elas podem ter acesso, que existem profissionais competentes e que é um procedimento que as expõe a menos complicações. Isso é trabalho de formiguinha. A gente tem muita pressa”, conclui. Contribuíram com informações para este capítulo: Aldemir Humberto Soares, Alexander Ramajo Corvello, Carlos Gustavo Coutinho Abath, Crescêncio Alberto Pereira Centola, Feliciano Silva de Azevedo, Gustavo Henrique Vieira de Andrade, Henrique Salas Martin, José Maria Modenesi Freitas, Nestor Hugo Kisilevzky e Valéria Cardoso de Souza. 70

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