Sheraton Mofarrej Hotel, em São Paulo, pouco mais de três meses depois do curso na Amazônia. A ideia do evento na Amazônia surgiu na esteira da preocupação com o meio ambiente, que já se alastrava mundo afora, sobretudo desde a Rio-92 (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento): apresentar aos estrangeiros a Amazônia, centro das preocupações dos ambientalistas. O encontro recebeu um nome pomposo: “Adventures in Interventional Radiology — an Amazon Odyssey (AIR 2002)”, e Kisilevzky não poupou esforços nem energia para organizá-lo. Buscou parceria com empresas estrangeiras e contratou uma grande firma de eventos, a Recon Editora Congressos e Eventos Ltda. (a Gigi Carvalho). Escolheu, para hospedar os congressistas, nada menos que o Ariaú, o primeiro hotel construído na floresta amazônica, que vivia seus dias de glória, tendo hospedado personalidades como o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, o oceanógrafo francês Jean-Jacques Cousteau e o ator megapremiado Kevin Costner, de Dança com lobos. “Foi um evento para toda a família, não era apenas um congresso médico”, lembra-se Kisilevzky. A infraestrutura para levar tantos estrangeiros foi complexa, mas deu certo. A porta de entrada era Manaus, onde eles pegavam um barco e viajavam pelo rio Negro até o hotel. Feliciano Azevedo, diretor da Sobrice nos anos 2001 a 2003 e 2003 a 2005, esteve bastante envolvido com o evento. “Mas quem carregou pedra e tijolo foi o Nestor”, diz. E lembra-se, divertido, de um episódio ocorrido com uma das estrelas internacionais do congresso: “Estávamos todos numa das salas quando ouvimos gritos apavorados, e saímos correndo para ver o que era. Um macaco tinha entrado no quarto da esposa do médico, e ela, é claro, entrou em pânico. Foi um evento inesquecível.” Aqui no Brasil, segundo o próprio Kisilevzky, o evento não teve maior repercussão. Os estrangeiros é que fizeram a diferença. Não só compareceram em peso como tornaram o curso da Amazônia um evento extremamente produtivo, que projetou a RI brasileira no exterior. 3.2 TEMPO DE QUALIFICAÇÃO “A RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA É UMA ESPÉCIE DE NAVE MÃE.” Em sua clássica obra A condição humana, publicada em 1958, a filósofa alemã Hannah Arendt discorre longamente sobre o trabalho, indagan55
RkJQdWJsaXNoZXIy NTI2MjY=