logomarca no programa Corel Draw. Ele me perguntou o que nós fazíamos e, didaticamente, respondi: ‘Olhamos para um monitor onde vemos vasos sanguíneos por onde introduzimos e conduzimos pequenos tubos plásticos que chamamos de cateter.’ Assim surgiu o logo da Sobrice: um monitor com um círculo dentro representando um vaso, e um ‘S’ como se fosse um cateter sendo introduzido nele.” Era preciso também cuidar do registro do domínio (www.sobrice. com.br). Foi criada, então, a primeira página da Sobrice na grande rede, e o endereço eletrônico foi distribuído a todos os associados, que àquela época não passavam de quatro dezenas. “Na gestão do Nestor, a Sobrice começou a se transformar numa sociedade mais organizada, inclusive foi quando passou a fazer parte do CBR. Ele era muito organizado, programou um congresso e praticamente foi a refundação da Sobrice. Participei como o vice-presidente dele”, lembra-se Crescêncio Centola, que três anos depois se tornaria presidente da entidade e faria um apelo a Kisilevzky para que continuasse na gestão, dessa vez como diretor executivo. Outro propósito que o presidente Kisilevzky levou à frente com determinação foi ampliar o escopo da Sobrice. Para isso, convidou alguns dos precursores da especialidade para estarem juntos naquela nova empreitada. Nessa lista, estão Sérgio Santos Lima, Odon Ferreira da Costa, João Sadi Lerner e Rosa Maria Paolini, esta última já morando nos Estados Unidos, o que poderia ajudar até mesmo na ampliação das fronteiras da entidade. “Nestor Kisilevzky inseriu o Brasil no intervencionismo mundial, porque os grandes nomes vieram, adoraram, pelo que tinha de diferente. E eles vinham com muito prazer. A sociedade americana era de Radiologia Intervencionista, e pensamos em ir por esse caminho. Mas o Nestor acrescentou ‘e cirurgia endovascular’ no título da Sobrice, para não deixar a cirurgia vascular assumir isso. Foi uma ação política de delimitar o campo de atuação”, lembra- -se Carlos Abath. Mesmo com essa providência tomada, a delimitação do território continua a desafiar a especialidade, diz Silvio Cavazzola. “A Radiologia Intervencionista precisava sobressair, e a Sobrice ajudou nisso. A gente ouve falar mais de procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem do que se ouvia há 10 ou 15 anos. Hoje, o grande desafio da RI é se firmar como uma especialidade. A cirurgia endovascular e os urologistas querem fazer procedimentos que são mais do cunho do radiologista intervencionista.” O pensamento quase comum era de que o aumento do número de profissionais ligados à área tornaria a especialidade mais conhecida. E que, dessa forma, aumentaria a demanda. Outra preocupação de Kisilevzky era evitar o corporativismo estreito, que poderia limitar a expansão da RI. Para isso, convidou para participar da Sobrice vários 45 Logomarcas da Sobrice. A primeira, criada em 1999, na gestão de Nestor Kisilevzky. A segunda, criada em 2015, na gestão de Ricardo de Paula Pinto. E a terceira, e atual, criada em 2020, na gestão de Marcos Menezes.
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