Valéria Cardoso de Souza lembra que sua função principal nas reuniões do Clube era evitar as apresentações-aula. “Eu era o coronel, para botar ordem na casa”, conta. “Nós, médicos, somos muito vaidosos, sempre achamos que o nosso caso é o mais importante de todos. Então lá ia eu: ‘Aqui não é lugar de aula; se for aula, não vai apresentar.’” Outro eixo comum entre os relatos é que eram reuniões de trabalho intenso. Normalmente, começavam na tarde de sexta-feira, por volta de 14h, eram interrompidas às 20h para o jantar, que se estendia até 22h, e depois todos se recolhiam. No dia seguinte, os trabalhos eram retomados às 8h e encerravam-se às 12h, quando cada um voltava para sua cidade. Temperando essa rotina severa, há quem destaque o lado divertido dos encontros. Márcio Sampaio, que se especializou em neurorradiologia intervencionista, nunca se esqueceu do primeiro encontro de que participou, em Atibaia. “A maioria de bermuda, tudo muito informal. Cada um pagava sua despesa, e havia espaço para uma cervejinha depois de tanto trabalho.” Feliciano Azevedo, chefe do Setor de Radiologia Intervencionista do Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também estreou no Clube nes18 Encartes do I e do II Curso de Atualização em Radiologia Vascular e Intervencionista, realizados em 1984 e 1986, respectivamente.
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