25 Anos - A Consolidação da Radiologia Intervencionista no Brasil

A importância de ter uma sociedade forte e atuante é proteger a especialidade, o que significa também cuidar da imagem e da formação de seus membros, uma vez que profissionais não adequadamente treinados podem nublar todo um trabalho de valorização. Talvez, por isso mesmo o tema ética tenha estado em evidência no artigo do mês seguinte, também no Boletim CBR de novembro de 2016. O que, então, nós, médicos formados, especialistas titulados, podemos fazer para ajudar nosso ambiente, como sociedade civil e profissional? Talvez possamos nos aprofundar sobre ética, discutindo mais abertamente em casa, no trabalho, nos encontros societários e — por que não? — rotineiramente, durante as residências médicas, com os jovens recém-saídos das escolas de Medicina. A ética na residência médica talvez seja um bom reforço sobre o assunto para contribuirmos com a formação de um profissional mais completo. O recado não podia ser mais direto. Com o intuito de estabelecer um padrão de qualidade na formação dos especialistas em RI, foi realizado um extenso trabalho de avaliação e certificação dos centros de treinamento credenciados pela Sobrice. Após a certificação, passaram a ser chamados de Centros Formadores. Desde a gestão de Carlos Abath, já havia uma preocupação de termos no Brasil uma formação forte em RI. Em 2016, esse assunto ressurgiu em razão, sobretudo, da quantidade de médicos não treinados divulgando a realização de procedimentos em RI. Sempre preocupado com a boa formação dos especialistas, a pauta ganhou destaque e importância com Daniel Abud na presidência. Durante o período de análise e certificação dos centros formadores, a diretoria percebeu uma lacuna, que deveria ser preenchida: os centros formadores de intervencionistas concentravam-se, em ampla maioria, em São Paulo e no Nordeste. Equipes de membros da diretoria, majoritariamente, e alguns titulados da Sobrice, em duplas, espalharam-se por vários cantos do país, a fim de identificar centros de treinamento já existentes que poderiam merecer a chancela de centro formador e bem como credenciar novos centros. Não foi fácil. O primeiro grande desafio encontrado foi, justamente, a falta de conhecimento. De acordo com Abud: O fato de a RI ser uma área multidisciplinar da medicina dificulta, às vezes, o conhecimento. E cria, com certeza, conflito com outras especialidades. Essa questão é relacionada com disputa de mercado, dificultando sua resolução. De uma coisa os membros da Sobrice tinham — e ainda têm — certeza: a formação contínua de profissionais de qualidade é o que iria 99

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