25 Anos - A Consolidação da Radiologia Intervencionista no Brasil

5.1 DANIEL GIANSANTE ABUD (2017-2018) NOVOS TEMPOS, NOVOS DESAFIOS Em 2017, a Sobrice comemorou 20 anos, uma data redonda, carregada de simbolismo. Foi uma evolução rápida, contínua, mas persistiam — como ainda persistem — muitos desafios para que a Radiologia Intervencionista (RI) pudesse ser reconhecida largamente, não só pelo cidadão comum, mas pelos próprios médicos de outras especialidades. Para enfrentar esse obstáculo, a sociedade começou a se estruturar de maneira diferente. Os cargos de vogal — total de cinco e não tendo responsabilidade específica — foram extintos, e a Sobrice passou a ter diretores responsáveis por áreas. Criavam-se, assim, os cargos de diretor científico, diretor de eventos, diretor de defesa profissional, diretor de certificação e educação e diretor de tecnologia e informática. A qualificação da formação do profissional em RI vinha sendo mais e mais apurada, pois os membros da Sobrice consideram essa a primeira grande chave para que a especialidade médica possa ser notada, o que ainda hoje é uma grande meta, ainda não totalmente cumprida. Foi assim que, na gestão de Daniel Giansante Abud, houve a ampliação do tempo da residência médica em RI de um para dois anos. O desejo de tornar oficial a residência médica dos intervencionistas seria a melhor maneira de assegurar as boas práticas do exercício da especialidade, obtendo-se, assim, os melhores resultados, imprescindível para a evolução da RI no Brasil. Isso já estava tirando o sono dos membros da Sobrice, que sempre traziam à mesa de debates essa necessidade. Em artigo publicado no Boletim CBR de outubro de 2016, a preocupação aparece em um texto contundente, assinado pela diretoria da sociedade: A Sobrice vê com preocupação e repudia a realização de certos procedimentos invasivos por profissionais de outras especialidades distintas, que não possuem ao menos a formação básica (de dois anos) em Radiologia Intervencionista. A Sobrice considera insuficiente qualquer treinamento inferior a dois anos na especialidade e recomenda a pacientes, convênios de saúde e diretores de hospitais que verifiquem junto à Sociedade quais profissionais possuem certificação na área e, por conseguinte, estão habilitados a realizar os procedimentos de Radiologia Intervencionista. Portanto, quando instado a definir a conquista mais importante de sua gestão, Abud não hesitou em dizer que foi, justamente, o fato de o Ministério da Educação ter oficializado o período de dois anos para a residência em RI. Segundo ele, no mesmo boletim: 97

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