25 Anos - A Consolidação da Radiologia Intervencionista no Brasil

além de gerar concorrência entre alguns eventos médicos. Todos esses fatores impactaram negativamente o congresso da Sobrice, tanto em arrecadação e lucro quanto em público, e foram fundamentais para a decisão de qual cidade sediaria o congresso de 2015. O estreitamento de laços com outras especialidades e a crescente integração multidisciplinar já haviam ficado patentes no congresso de Curitiba, que trouxe, pela primeira vez, o Departamento de Enfermagem da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI). Os dois congressos realizados na gestão de Nasser também tiveram forte presença internacional, a essa altura já uma tradição da Sobrice. Entre os convidados, demonstrando a expansão da RI do Brasil, estavam dois brasileiros radicados nos Estados Unidos, ambos em instituições de excelência: o pernambucano Bruno Calazans Odísio, professor associado no Departamento de RI da Divisão de Diagnóstico por Imagem do MD Anderson, e o gaúcho Marcelo Guimarães, professor assistente da divisão de vascular e RI da Faculdade de Medicina da Carolina do Sul (MUSC, na sigla em inglês). Outros participantes foram os americanos Giora Weisz, cardiologista intervencionista, e John J. Park, radiologista intervencionista; o oncologista intervencionista inglês Graham John Munneke; o sul-coreano John Sangjoon Park; e o cirurgião vascular belga Koen Deloose. Em outra frente, embora ainda no mesmo movimento de ampliação do espaço e da influência da Sobrice, passos importantes foram dados em relação ao título de especialista. O principal foi a realização, em maio de 2014, de uma prova especial voltada para médicos formados até 1999 para concessão do Título de Especialista em Diagnóstico por Imagem com atuação exclusiva em Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia, do CBR e da AMB. “Será uma oportunidade para os profissionais que já contribuíram e contribuem para a especialidade, mas, por razões variadas, ainda não puderam conquistar o Título. Também lembramos a importância de todos procurarem ser associados e adimplentes”, registrou o Boletim CBR de abril de 2014, ao anunciar a prova. Nasser explica que a prova especial existe em outras especialidades. “Esse tipo de prova existe para agregar profissionais. Isso é muito importante. Permite a médicos que trabalham na área há muito tempo ter sua atuação reconhecida em outra especialização”, diz, lembrando que, também durante sua gestão, abriu-se para médicos com formação no exterior a chance de realizar as provas para obtenção do Título — desde que apresentassem comprovante do curso ou treinamento, com o respectivo conteúdo —, uma mudança que se viabilizou a partir de um complemento ao estatuto para incluir os requisitos para titulação desses intervencionistas. Ainda segundo Nasser: 87

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