4.1 FRANCISCO CESAR CARNEVALE (2009-2010) NOVAS CONQUISTAS E MUITOS AVANÇOS O ano 2009 inaugura um novo capítulo na história da Sobrice. Depois de um período de estruturação, capitaneado por profissionais que a fundaram e já consagrados pela prática em Radiologia Intervencionista (RI), ganharam protagonismo pessoas que, embora atuantes, ainda não haviam ocupado os cargos mais importantes da diretoria. Marca importante dessa nova etapa é que, daquele ano em diante, praticamente todos os presidentes da Sobrice desenvolveram carreira universitária em paralelo à sua atividade profissional como radiologista intervencionista, com atuação em alguns dos maiores centros de referência do Brasil, como a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) — o que reflete o avanço da RI como especialidade reconhecida no meio acadêmico. Essa geração recebeu como herança o grande desafio de ir além das importantes conquistas anteriores e de caminhar para uma maior profissionalização da gestão da Sobrice. Francisco Cesar Carnevale, primeiro presidente nesse novo ciclo, é um de seus fundadores e fez parte da primeira diretoria, que teve Ronie Leo Piske como presidente. Sempre participou ativamente, porém só voltou a ocupar cargo em 2006, como vice-presidente de Valéria Cardoso de Souza. Assumiu a presidência ao fim de um processo conturbado. Como relatado no capítulo anterior, Carnevale chegou a pleitear o cargo de presidente da Sobrice na gestão 2006-2008 e terminou por retirar a candidatura, em acordo tático de que seria o próximo presidente. A primeira dificuldade foi formar uma diretoria numericamente muito menor do que a anterior. Essa era uma exigência do estatuto, reformado ao final da gestão de Valéria Cardoso de Souza. Carnevale estava de acordo com a mudança, que se demonstrou importante para agilizar decisões e enxugar custos. Em sua avaliação, a tradição de ter vogais em vários estados não se refletiu em maior participação daqueles membros na Sobrice. Além disso, na era das reuniões exclusivamente presenciais, cada encontro resultava em alto custo de transporte e hospedagem. Ainda assim, a chapa de apenas nove pessoas, contra 19 da diretoria anterior, provocou descontentamento em quem tinha a expectativa de fazer parte da direção. Carnevale escolheu diretores próximos a ele tanto pessoal quanto profissionalmente. “Muitos de nós trabalhávamos juntos, alguns haviam sido treinados por um de nós. Felipe Nasser, Airton Mota e Ricardo Pinto sempre foram muito amigos e trabalhávamos juntos assim como Corvello, Henrique Salas, Alexandre de Tarso e Andrade. Entre72
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