uma especialidade em franco desenvolvimento e a principal entidade representativa da radiologia brasileira. Ele estima que, quando a Sobrice foi criada, os radiologistas intervencionistas não passavam de 40. Hoje, a especialidade reúne cerca de 580 profissionais, a maioria (397) de especialistas titulados. E o futuro é promissor, aposta: “A Radiologia Intervencionista teve um desenvolvimento espetacular. Mas, olhando para frente, vemos que está somente engatinhando. Inúmeros novos procedimentos estão por vir, e o futuro da intervenção com o uso de imagens é certamente brilhante.” A estreita parceria entre CBR e Sobrice permitiu vitórias importantes, como a criação do título de especialista, processo que começou em 2000, na gestão de Kisilevzky, e foi concluído com a publicação da Resolução nº 1.666/2003 do Conselho Federal de Medicina (CFM), no dia 7 de maio de 2003, que reconheceu a especialidade, como veremos no capítulo 3. Em consonância com o pensamento que prevaleceu na maior parte dos profissionais de RI — embora sempre seja assunto delicado —, Aldemir considera fundamental ampliar o círculo de profissionais que podem fazer a prova de título, em vez de tentar restringir o mercado. “Temos que agregar mais. Fizemos esforços nessa direção desde o início, primeiro com os cirurgiões vasculares, depois com outros cirurgiões, e com neurocirurgiões também.” Outro desafio, em sua opinião, é tornar a RI mais conhecida dos médicos e dos pacientes. Aldemir lembra que os profissionais de outras especialidades, principalmente os cirurgiões, precisam ganhar confiança na RI e saber trabalhar em equipe, tendo o cliente como prioridade. A TRADIÇÃO PESOU A decisão de vincular a Sobrice ao CBR levou em conta a história da instituição, que mostra como a radiologia brasileira acompanhou muito de perto o desenvolvimento da radiologia mundial. Em 1897, portanto apenas dois anos depois da descoberta de Roentgen, chegava ao Brasil o primeiro aparelho de radiografia. Surpreendentemente, a máquina não foi instalada no Rio de Janeiro, capital do país, onde funcionava a Faculdade de Medicina criada por Dom João VI em 1808. Importado pelo médico José Carlos Ferreira Pires, o equipamento, que revolucionaria a medicina mundial ao permitir enxergar o interior do corpo humano, foi parar na pequena cidade de Formiga, no oeste de Minas Gerais. Chegou lá em lombo de burro, porque a ferrovia termi36
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