25 Anos - A Consolidação da Radiologia Intervencionista no Brasil

2.2 COLÉGIO BRASILEIRO DE RADIOLOGIA A UNIÃO FEZ A FORÇA Os participantes da assembleia de fundação da Sobrice foram unânimes sobre a importância de uma organização que estabelecesse as fronteiras entre a RI e outras áreas de atuação da medicina. Praticamente a mesma unanimidade registrou-se sobre a vinculação da sociedade ao Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), instituição que ganhou esse nome em 1948, mas que trabalhava desde 1929 na defesa da radiologia brasileira. Talvez nem todos soubessem, mas a disputa entre radiologistas e outros médicos, em particular os cirurgiões, começou logo após a descoberta dos raios X pelo físico e engenheiro alemão Wilhelm Conrad Roentgen, Nobel de Física de 1901. Em 22 de dezembro de 1895, Roentgen obteve a primeira chapa radiográfica da história: a mão de sua mulher. A imagem confirmou a existência de uma forma de radiação que tinha a propriedade de atravessar corpos opacos, permitindo visualizar o interior do corpo humano. A nota oficial da descoberta foi divulgada em 23 de janeiro de 1896. Três meses após o anúncio, o jornal da Associação Médica Americana (AMA) comentava: “Os cirurgiões de Viena e Berlim acreditam que a fotografia de Roentgen esteja destinada a revolucionar a cirurgia. Nós, não. Meia hora é o tempo mínimo de exposição necessário, e, na maior parte dos casos, até de uma hora. A aparelhagem é tão cara que somente poucos cirurgiões poderão dar-se ao luxo de tê-la em seus consultórios.” Naquele agosto de 1997, a polêmica inicial sobre a importância da descoberta de Roentgen deixara de existir há muito, porém outras surgiam. A RI precisava delimitar as competências necessárias ao exercício da especialidade. E o CBR, uma associação civil de natureza educativa, científica, cultural e social, sem fins lucrativos, é a instituição que tem atribuição legal juntamente com à Associação Médica Brasileira (AMB) para a concessão de títulos de especialista e certificados de áreas de atuação por meio de avaliações anuais na área da radiologia. Além disso, a instituição tem voz ativa no que se refere à incorporação de tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) e no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS), participando das avaliações e das discussões sobre a relação custo-efetividade de novos exames e procedimentos. Era a infraestrutura perfeita para garantir à recém-nascida Sobrice um desenvolvimento saudável, como o que se verificou nos 25 anos seguintes — com a vantagem de a Sobrice, assim como a irmã Sociedade de Neurorradiologia, ter autonomia financeira e decisória nas ações que 34

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