os convidados”, lembra Tatiana, que começou a trabalhar na empresa do pai com apenas 18 anos. Em 1997, não participou da reunião do Clube porque estava grávida, mas trabalhou na organização do estande da E. Tamussino e lembra de pelo menos outras três empresas que se fizeram presentes: a GE (que fornecia os equipamentos para a Med Imagem de Renan Uflacker), a Guerbet, fabricante de contraste, e a Politec, distribuidora dos produtos da Boston Scientific. Tantas questões importantes não impediram que o primeiro dia de trabalho fosse encerrado com um jantar seguido de baile no outro melhor hotel da cidade, o Serra Azul, onde se realizava o encontro da Sociedade de Radiologia do Rio Grande do Sul. Entre discussões definidoras do futuro e a alegria dos encontros anuais, a reunião de Gramado foi recorde de público, sem esquecer que os números desse tempo eram bem modestos. A assembleia de criação da Sobrice teve 32 participantes, registrados na ocasião em um documento que se perderia adiante. Só se sabe quem são esses pioneiros porque seus nomes foram transcritos para a ata de fundação da sociedade, registrada um mês depois em São Paulo. Os motivos desse grande interesse têm explicações diferentes, e complementares. Para Cavazzola, a expectativa da criação da Sobrice somou-se à presença dos convidados internacionais e formou o ambiente favorável à maior participação. Ele compareceu pela primeira vez a um Encontro do Clube dos Angiografistas em Recife — mais especificamente em Jabotão dos Guararapes, Região Metropolitana da capital pernambucana — e saiu de lá convicto de que a semente da futura sociedade havia sido plantada naquela reunião. Abath, anfitrião desse encontro, volta a bater na tecla de que toda data é uma convenção. Segundo ele, em Recife a ideia já estava amadurecida e, em Gramado, ficou demonstrada a consolidação de uma massa crítica que já vinha se formando há alguns anos. “A Radiologia Intervencionista era pequena, fazia encontros modestos. Depois, começou a crescer e a competir com as cirurgias, principalmente a vascular. Os cirurgiões resistiram, a briga por espaço no mercado cresceu, e percebemos a necessidade de organizar uma sociedade”, lembra Abath, acrescentando que já estavam em atividade muitos ex-alunos de Renan Uflacker, formando uma nova geração profissional. Por isso, considera que o encontro de Gramado reflete uma transição geracional. Nestor Kisilevzky, honrando sua origem argentina, complementa com a história de uma articulação latino-americana. Segundo ele, antes do encontro de Recife, embora já existissem conversas visando à criação de uma organização dos profissionais de RI, não havia ainda nada muito estruturado. Em Recife, a novidade é que a história ganhou corpo e acelerou as conversas sobre a criação da Sobrice, com o reforço de uma reu28
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